Mensagem do Grupo de Discussão Ciência Cognitiva

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Ciência Cognitiva - http://sites.uol.com.br/luzardo

Caros Igor, Eloisa, Antonio e lista,

O recente assunto da oitava inteligência trouxe à baila o assunto
esoterismo e a confrontação com a ciência tradicional. Gostaria de
escrever um pouco sobre isto. Antes, porém, um comentário:

From: Igor Yepes <igor@inf.ufrgs.br>
>Estou a algum tempo também participando desta ótima lista como um mero
>leitor e, devido ao meu pouco embasamento teórico na área das ciências
>cognitivas, com as quais comecei a ter contato apenas neste último
semestre,
>tenho me abstido de fazer comentários por não me sentir a altura dos demais
>participantes.

Em minha opinião, muitos temas interessantes para discussão são
trazidos exatamente por quem ainda não é 'especialista' na área. Os
especialistas já estão acostumados a 'passar por cima de detalhes'
e isto tem a péssima consequência de evitar a *revisão* de
temas que podem estar errados. Os novatos são importantíssimos.

Portanto (falo em meu nome apenas, não da lista), convido a todos
os que se acham novatos a colocar suas mensagens e *questionar*
tudo o que for dito pelos 'especialistas'.

Se você não 'concorda' ou não acha razoável um ponto de vista, ou
não entendeu o que alguém disse, ponha a boca no trombone
(respeitosamente, é claro :-), mesmo que você ache que seu
comentário possa ser encarado como tolo. Não é. Será certamente
útil para produzir (espera-se) respostas adequadas de quem
tiver domínio sobre o assunto.

Acho que esse assunto também está relacionado com ciência e outras
matérias como o esoterismo. Somente quando se questiona as
informações que se recebe é que se obtém uma forma de avanço
real no conhecimento. A ciência tem esse método incorporado em
seu processo e acho que é isso que a faz produzir progressos
visíveis e perenes.

Bom, agora vamos colocar o dedo na ferida. A coisa toda (a guerra
entre ciência e esoterismo) parece estar centrada em um único
detalhe: a importância e relevância que se dá às impressões
subjetivas.

Um cientista tem que ser objetivo. Quando ele publica um paper
sobre um assunto qualquer, ele não pode apresentar impressões
subjetivas. Ele tem que formular modelos e teorias que possam
ser comprovados na prática por qualquer um, em qualquer lugar
do mundo. Ele tem que suportar suas conclusões em aferições
'externas', em geral matemáticas e não em noções intuitivas e
derivadas de sugestão.

Acho que é isso que os esotéricos criticam na ciência: ao fazer
isso, o cientista estaria 'fechando seu olho' para um potencial
de informação que não poderia ser obtido por via objetiva. O
cientista, na visão do esoterista, estaria forçadamente se
bloqueando, recusando-se a admitir hipóteses que pudessem ser
'confirmadas' por meios que não os sensórios. Quem está certo?

Sou um cientista por formação e pelo meu trabalho diário, mas
me permito manter a mente livre para achar razoável esse
pensamento dos esotéricos e conversar com qualquer um
(tenho parentes que atuam na área esotérica). Mantenho duas
hipóteses sobre essas questões:

a) Os cientistas estão corretos em só basear suas teorias em
informações objetivas e tudo o que não é 'captado' por via
sensória direta deve ser desprezado como efeito de 'ruído'
neural sem sentido.

b) Os esotéricos estão certos ao considerar importantes as
impressões subjetivas e que deve haver um 'universo misterioso'
a ser desvendado através da intuição e introspecção.

Embora minha tendência seja o item a), considero o item b) como
'logicamente possível'. Estou pronto para abandonar a ciência
e pensar mais esotericamente?

Não.
Porque em **ambas** as situações, existe possibilidade de erro
de julgamento. E a forma de lidar com esse erro do item a) é muito
melhor do que o que é proposto para o item b).

Sempre existe a possibilidade de tomarmos uma informação qualquer
e inferirmos um 'significado' que pode ser inválido (na verdade,
o número de formas de interpretação errônea de uma informação
tende ao infinito quando cresce o volume de dados, enquanto que
o número de formas válidas é finito e tende-se a concentrar-se
em picos).

Podemos (e constantemente somos) ludibriados por nosso próprio
pensar (tanto cientista quanto esotérico). Mesmo que eu fosse
um esotérico, ainda assim não dispensaria uma visão crítica
das coisas. Não basta 'sentir' um significado em uma experiência,
é preciso testar, confirmar, unificar com as impressões de outras
pessoas ou de nós próprios em momentos distintos.

Na verdade, nós só percebemos coisas válidas do universo quando
notamos padrões se repetindo. Sem padrões se repetindo, não há
muita segurança para nada (não há forma de separar ruído de
informação valiosa). Um exemplo.

Ligue seu rádio AM e coloque o 'dial' no meio de duas estações.
O que ouviremos é aquele chiado típico 'shhhh'. Fique ouvindo
esse chiado por um tempo. Agora veja: existe uma possibilidade
matemática de que esse chiado (que é a expressão randômica do
ruído térmico dos circuitos e das radiações eletromagnéticas
de fundo) produza repentinamente um som muito similar ao seu
nome. Você vai saltar da cadeira e jurar que 'vozes do além'
disseram o seu nome. Seria razoável fundar toda uma linha de
pensamento nessa única ocorrência desse fenômeno? Pois há
muitas vertentes de crenças que se iniciam com esse tipo de
evento.

O problema principal dos esotéricos é tentar justificar porque
sua linha de pensamento difere da dos 'escutadores de ruído
em rádios'. Se não houver uma forma forte e convincente de
diferenciar essas duas crenças, então dá para imaginar que
as duas poderiam ser equivalentes em termos de improbabilidade.

Até mais,
Sergio Navega.

Ciência Cognitiva - http://sites.uol.com.br/luzardo

Eloisa, obrigado pelos comentários e pela forma como
vem conduzindo o debate, acho que é positivo para todos.

From: eloisa vargas <yogapoa@yahoo.com.br>
>
>Percepção x Ciência, confronto inútil
>
>Sérgio, é obvio que não se pode pretender que um
>cientista publique o resultados das suas pesquisas
>baseados em intuição, percepção etc.  Seria até que
>muito interessante isto... Jung fez isto , lembra?


Talvez por isso mesmo Jung seja considerado inadequado
por muitos. O que mais critico em Jung é que muitas de
suas conclusões poderiam ser interpretadas de forma
mais crível. A idéia do 'inconsciente coletivo', em
particular, poderia ser vista de forma diferente.

>Mas, voce precisa compreender que o termo esoterismo
>infelizmente ainda está associado a turbantes, roupas
>engraçadas, vozes do além e mentalidades pobres.
>Estudar ciências esotéricas não significa exatamente
>ser um esotérico assim como voce está acostumado a
>imaginar que seja e nem significa confrontar-se com a
>ciência. Este tipo de esotérico voce não vai encontrar
>estudando neurociência, genética, psicologia,
>filosofia  e nem participando de uma conferencia como
>esta. Não há necessidade de confronto porque este
>território já está percorrido. Há sim a necessidade da
>comunhão entre estes assuntos que como voce pode ver ,
>acabam chegando ao mesmo lugar por vias diferentes. Na
>verdade, não se trata de defender posições e sim de
>compartilhar conhecimento com total abertura para o
>aprendizado. Voce não vai aprender a provar teorias
>por intuição mas voce poderá aprender a descobrir
>coisas muito interessantes sobre a própria intuição e
>sobre a capacidade do seu próprio cérebro independente
>das coisas que voce aprendeu serem possíveis ou
>impossíveis , prováveis ou improváveis. Quem pode
>afirmar que a ciência não seja paradoxal? A constante
>cosmológica de Eisnten por acaso não pareceu um
>absurdo? A teoria do universo em expansão não está
>contrariando o bom senso da contração? E as primeiras
>teorias de Bohr? Acaso foi fácil a aceitação daquilo
>tudo logo no início? Voce sabe muito bem que a
>comunidade científica corou de raiva com tudo aquilo e
>mais tarde, paradoxalmente, premiou estes mesmos
>cientistas malditos com nobels da ciência.

É esse o processo que julgo importante na ciência. Alguém vem
com uma nova idéia, talvez até mesmo improvável ou 'maluca',
mas o tempo acaba revelando que essa idéia era fundamentada
e razoável. Como você falou, boa parte das grandes descobertas
científicas foram resultado desse tipo de ocorrência. Isto
revela esse mecanismo fundamental da ciência, que é estar
aberta a revisões fundamentais, embora este processo ocorra
sempre de forma 'dolorosa' para os envolvidos.

Mas a grande questão é que a nova teoria que é proposta tem
que não apenas explicar as novas evidências, mas deve também
*continuar a explicar as evidências antigas*. É dessa forma
que a coisa toda evolui, com conhecimento sendo acumulado.

A minha impressão do esoterismo é que este processo não ocorre.
Pelo que sei, alguns dos postulados esotéricos são assumidos
como verdadeiros mesmo tendo sido concebidos há mil, dois mil
ou mais anos atrás. Assume-se que o 'iluminado' de x mil anos
atrás teve o 'insight' correto e que não merece ser questionado.

Para haver progresso, ele *tem* que ser questionado. Cada novo
'estudante' dessa matéria deve começar dizendo a si mesmo:
"será que isso que meu mestre está falando é verdade? não me
parece razoável...". A pessoa deve se envolver em um processo
interno de colocar à prova os ensinamentos que recebe, testando,
pensando, lendo opiniões de adversários, fazendo de tudo para
'quebrar' os argumentos do professor.

Se os argumentos não quebrarem depois desse processo, é sinal
de que devem ser bons. E na maioria das vezes, é isso o que o
estudante acha. Mas então, por que ver de forma tão crítica o que o
professor ensinou? Porque só através da crítica é que se consegue
*entender* toda a estrutura de conhecimentos que está *cercando*
os argumentos iniciais. Não é o argumento que deve ser 'decorado'.
Não é o que o professor ensina na sala de aula que deve
ser memorizado. É o volume de conhecimentos que suportam esses
argumentos. Uma aula não deveria ser 'expositiva', mas sim um
trabalho de crítica constante. Um trabalho de recriação das
teorias e idéias.

Pode parecer meio 'maldoso' este processo, mas acredito que
seja a única forma de realmente ir fundo nas questões, e ganhar
conhecimento para poder enfrentar no futuro situações semelhantes,
quando for a hora desse discípulo virar 'mestre'. Essa é a única
estrada que conheço para transformar novatos em especialistas.

>O paradigma
>iluminista da ciencia (baseado na objetividade) está
>ultrapassado, e  estamos em  plena transformação
>disso. O cientista moderno integra conhecimentos em
>todas as áreas e cada vez mais ele se verá obrigado a
>militar nas áreas da física, da bilogia, da genética,
>astrononomia  numa integração total de todos estes
>campos que com as teorias da quantica não mais podem
>ser vistos isoladamente ou seja, tudo estará
>absolutamente integrado em uma única rede de
>comunicação (bootstrap de Geoffrey Chew- ao meu ver o
>terceiro nome mais importante na física moderna) .
>Sérgio, voce diz: “ Sem padrões se repetindo, não há
>muita segurança para nada. “  E é  justamente isso que
>está mudando na ciencia! a descoberta de que não há
>mais segurança para nada, porque os padrões só se
>repetem nos modelos  newtonianos,  não na física
>quantica onde, sabemos perfeitamente que a consciência
>do observador atua diretamente sobre o objeto
>observado, demosntrando que em tudo isto existe um
>componenete desconhecido que transcende o formalismo e
>o modelo oficial e comprovável da ciencia. Voce pode
>considerar Chew um esotérico mas daqui a 20 anos, ele
>estará recebendo o nobel .

Aqui cabe comentar o que eu quis dizer com padrões se
repetindo. Não é só na física clássica que temos repetição,
na quântica também. Se não conseguimos determinar a posição
e a velocidade simultaneamente de partículas elementares,
isto é um padrão! Isto mostra que há uma relevância desse
aspecto, pois esse fenômeno *sempre* se repete. Isso não é
obra do acaso, é uma das regularidades da natureza.

Por outro lado, o fato de o observador ser importante na
mecânica quântica sugere que há coisas importantes a
rever nos modelos clássicos.

Entretanto, e este é o ponto fundamental, isto não é
suficiente para concluir que há uma 'consciência cósmica' ou
coisa similar. E porque não podemos falar isso? Porque eu
posso facilmente imaginar uma outra teoria, baseada no
'duende verde' que afasta o elétron do detetor toda vez
que fazemos, por exemplo, a experiência de difração. Esse
duende verde é invisível, não detectável, não perceptível, mas
é safado o suficiente para sempre nos enganar nessa experiência.
Isso também poderia explicar a 'consciência cósmica' e mística.

E se isso não bastar, tem aquela do unicórnio cor-de-rosa que
fica falando em nosso ouvido... Em suma, nenhuma dessas
teorias (inclusive as místicas) é melhor do que as outras.
Todas são conjecturas. Não basta que uma delas pareça mais
'razoável' do que outra. Sabemos que somos seres com
percepção falha, com tendências a erros de julgamento.
Temos que nos apoiar em valores objetivos, se quisermos fazer
algum progresso. Temos que buscar coerência em nossas teorias
e modelos.

Se uma experiência mística parece ir contra uma teoria da
física, por exemplo, não basta dizer que o modelo da física
está errado: é necessário que essa experiência mística também
explique *todas* as outras evidências que a teoria física
original explica. Senão, essa experiência mística é só mais
um duende verde.

>Mas, com tudo isto quero dizer que não precisamos
>estabelecer posições e defende-las porque este
>processo está acontecendo ao natural através da
>evolução da mente humana e o chamado misticismo já faz
>parte da ciência bem mais do que o sistema
>estabelecido o possa imaginar. Sem isto, a genialidade
>não ocorreria e as grandes descobertas ocorrem em
>momentos únicos de genialidade, insights fora do
>espaço-tempo , pura mágica mística que é privilégio de
>todo o ser humano, é direito seu de nascença quer a
>ciência concorde com isto ou não.

Tenho certa simpatia pelo que você disse nesse parágrafo.
Há uma constante necessidade nos cientistas de bustar
alternativas explanatórias para os fenômenos intrigantes
da natureza. Raras vezes essas alternativas são descobertas
de forma dedutiva. Quase sempre são fruto de experiências
intuitivas, as quais nem mesmo o cientista sabe dizer de
'onde veio'.

O fato de não sabermos como funciona a intuição humana afasta
potenciais idéias de como isso ocorre. Mas mesmo um matemático,
quando descobre a solução do Teorema de Fermat, usa muito de
processos intuitivos que não são compreendidos pela ciência
moderna (mesmo que esse matemático não admita ter usado intuição).

É necessário saber usar essa intuição, pois ela é fundamental
para resolver problemas novos e complexos. Pelo que parece,
no próximo século (milênio, etc) não vão faltar problemas
desse tipo. E dado o nosso ritmo de progresso científico, estou
seguro de que a neurociência irá explicar como nosso processo
intuitivo funciona.

>Um abraço pra voce Sérgio e obrigada por debater o
>assunto com tanta atenção e respeito
>Eloisa
>

Eu que agradeço.

Até mais,
Sergio Navega
http://www.intelliwise.com/snavega

Ciência Cognitiva - http://sites.uol.com.br/luzardo

From: João Luiz Pereira das Neves <jlneves@iis.com.br>
>
>Sergio, em cinco linhas, vc poderia resumir seu importante comentário,
>evitando, evidentemente, de me chamar de burro. Me parece importantíssimo o
>q vc coloca, mas poderia ser mais sintético. Obrigado, João Luiz


João, aqui vai um resumo.
Tanto ciência tradicional quanto formas esotéricas de conhecimento tem
que interpretar eventos e percepções. Somos todos humanos, e por isso
temos frequentemente falhas perceptuais. A grande diferença entre as
duas disciplinas está na forma de tratar o erro: a ciência faz de tudo
para checar se suas conclusões são corretas ou não. O esoterismo (pelo
menos o pouco que conheço) acaba 'assumindo' a veracidade de algumas
percepções, mesmo que possa estar 'errada'. Com isso, tudo o que é
concluído 'a posteriori' (a partir dessas percepções erradas) será
também errôneo. O que ocorre é que as teorias esotéricas são 'torcidas'
para *manter* aquelas percepções iniciais como corretas. Ninguém se
atreve a questioná-las, pô-las em teste, pois foram provavelmente
vindas de 'iluminação', que é assumida como sendo inquestionável.
Assume-se que são corretas e que o 'guru' que ensinou-as tem muito
mais condição de ser sábio do que seu discípulo.

Em ciência, muitas, muitas vezes os 'discípulos' acabam descobrindo
coisas que colocam por terra todas as teorias de seus mestres. Isto
é o que providencia a forma de avanço impressionante que a ciência
tem. Ninguém é dono da verdade, qualquer um pode estar errado em suas
conjecturas (inclusive eu, neste texto).

Acabou dando mais do que 5 linhas, é difícil segurar meus dedos.

Até mais,
Sergio Navega
http://www.intelliwise.com/snavega

Ciência Cognitiva - http://sites.uol.com.br/luzardo

From: rieux@mailbr.com.br <rieux@mailbr.com.br>
>
> A oitava inteligência não seria o que Peirce chamaria de <abdução>, no
>início do século???
>

Não acho que seja isso. A oitava inteligência (naturalística)
é dita acerca da capacidade de certas pessoas de compreender e
empatizar com o mundo que as cerca. Bem, tenho minha dose de
críticas a Gardner.

A abdução de C.S. Peirce é um tipo de raciocínio (em
contraposição à Dedução e Indução) na qual se procura as
explicações mais prováveis para determinada situação.

De forma bastante resumida, teriamos:

Dedução
- Todos os homens são mortais
- Sócrates é um homem
-> Portanto, Sócrates é mortal

Indução
- Todos os corvos que vi até hoje são pretos
-> Então, todos os corvos devem ser pretos

Abdução
- Aquele saco contém feijões brancos
- Estou vendo aqui um punhado de feijões brancos
-> Portanto, esses feijões devem provir daquele saco

Somente a dedução garante resultados sólidos ("demonstráveis" no
sentido matemático). Indução e Abdução são considerados métodos
"fracos" de raciocínio. Mas nem por isso devem ser desprezados,
sendo extremamente importantes em situações incertas, onde a
lógica não pode fazer muito.

Até mais,
Sergio Navega.

 

Ciência Cognitiva - http://sites.uol.com.br/luzardo

Olá, Bernardo,

Parece que você tem interesses em Peirce. Ele realmente
foi um importante nome do começo do século (é considerado
por alguns como o maior filósofo americano). Além de
refinar as idéias sobre abdução, ele é conhecido por
fundar a escola do Pragmatismo. Mas igualmente importante
ele criou a Semiótica, que trouxe as noções de Símbolo e
Ícone. Várias noções importantes em inteligência artificial
tiveram origem em conceitos peirceanos (semantic
networks, conceptual graphs, etc).

Boas informações sobre ele podem ser lidas em:

http://www.peirce.org/

http://www.iupui.edu/~peirce/web/peirce/bio.htm

e em vários outros sites.

Até mais,
Sergio Navega
snavega@attglobal.net


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